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sábado, 16 de maio de 2009

O artesanato em santarém.

Predominam os seguintes tipos:

Têxtil: rendas, bordados e mantas de trapos.

Cestaria: Cestas coloridas em junco e vime.

Trabalhos em bunho: executam trabalhos em bunho, empalhamento de cadeiras, bancos e na confecção de mobiliário.
Obs. O bunho é originário das margens do Rio Tejo e é apanhado verde e seco, e depois é molhado para poder trabalha-lo.

Madeira: peças diversas e torneados e mobiliário.

Artigos de pele: arreios, botas de montar, carteiras, coletes, cintos e outros produtos, na sua maioria associado a arte equestre, actividade característica da região.

Outros produtos artesanais: cerâmica, azulejos pintados a mão e latoaria. Uma parte do artesanato produzido fica exposta nos tradicionais eventos realizados no Campo Emílio Infante da Câmara, no posto de turismo e em algumas casas de cultura de Santarém.

O artesanato local é uma memória das actividades do passado, como também uma expressão do povo e do património popular.

Santarém Artesãos e Artesanato

Em relação ao nosso actual presidente, não tenho nada a dizer:
O Sr. Francisco Moita Flores, tem ressuscitado as nossas feiras e fomentado a animação em Santarém.
Posso dizer que já há muito tempo não havia movimentação na cidade aos fins de semana.
O comércio tradicional junto a praça de touros e na rua do matadouro até a Ginestal Machado aumentaram as suas vendas.
Nomeadamente os cafés, tem tido aumento significativo nas vendas.
Há muitas pessoas a falarem mal desta administração, mas a verdade é que em Santarém sempre se falou mal dos autarcas e da função pública.
Este actual Presidente colocou novamente Santarém no caminho de muitas pessoas, para desagrado da oposição.
Sejamos realistas, o nosso centro histórico está degradado e não oferece oportunidade ou incentivo a habitação e a novos comércios.
As leis que até agora foram aprovadas não ajudam ninguém e não tem interesse para os centros históricos.
Ninguém em seu juízo perfeito vai enterrar dinheiro numa canoa furada, portanto durante muitos anos não haverá turismo nos centros históricos, tirando os centros que se encontram juntos ao litoral.
Não vale a pena criar leis que não sejam funcionais, leis que não trazem benefícios nenhum aos falidos senhorios.
As leis até agora criadas para a recuperação dos Centros Históricos, só ameaçam os proprietários e o mau investimento que os seus pais e avós fizeram no passado, pensando eles que estavam a fazerem um bom negócio.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Abrir Negócios em Santarém.

Está cada vez mais difícil abrir um negócio no Centro Histórico de Santarém.
Esta semana conheci um senhor que se queixava, esse senhor pediu as autoridades competentes que fossem visitar um espaço cobiçado por ele, na Travessa das Condinhas, perto da rua dos Correios.
Seu objectivo era abrir uma loja de enchidos, os fiscais da Câmara disseram que sim e que tinha de fazer algumas modificações, o delegado de saúde também disse que sim, mas tinha que modificar algumas coisas.
Mas o verdadeiro problema foi levantado pela ASAE, essa disse que o tecto tinha que subir 30 cm, ou afundar o chão 30 cm; resultado, o sr. foi-se embora e já não investirá na nossa tão desprezada cidade. Mas este senhor levantou uma questão:
Como é que ÓBIDOS mantém o seu comércio tradicional, e o seu património histórico recuperado e a funcionar com o mais variado comércio sem qualquer problema, é uma cidade bonita, tem turismo e funciona exactamente com as condições de á 50 anos atrás.
Com as actuais leis, poucas pessoas podem investir em casas e lojas pequenas, cada vez é mais difícil vender as casas do centro histórico.
Bons tempos em que uma loja só precisava de uma vistoria, e os serviços eram apenas a actualização da água e da electricidade.

A cidade e o caos

O NATAL passou, mas foi um caos, as pessoas mal podiam andar no passeio com tantos carros estacionados no mesmo.
A educação e o civismo das pessoas deixam muito a desejar, o ser humano cada vez se desenrasca mais, mas enrasca a vida do próximo e nem sequer olha para trás, é o salve-se quem puder.
As vendas caíram muito esse ano, mas os carros cada vez estão mais perto das entradas das lojas dos comerciantes.
Andar a pé na cidade, ninguém quer, e ainda falam de poluição e dos preços dos combustíveis.
E a nossa cidade cada vez mais com os passeios afundados e cheios de buracos, os prédios a abrirem fissuras, e os poucos moradores proprietários, devidos as baixas rendas, sem dinheiro para consertarem os tão sacrificados imóveis, protegidos por entidades que por solução só vêem a punição e a execução de leis que visam sacrificar os pobres dos senhorios, que cujas rendas, muitas vezes nem sequer compra um saco de cimento.

Vamos proteger o centro histórico, a começar com a interdição ao trânsito e a assinalar horários de cargas e descargas para evitar abusos.
A cidade devia usar as ruas fechadas, para a atribuição de comércio amovível, como pequenas mesas ou espaços de 2m x 2m, para exposição de arte e artesanatos variados.

Esse espaço permitiria a Câmara arrecadar alguns cobres e trazer vida a cidade.
Sábado a tarde e Domingo, podia-se deixar uma roulote de lanches a funcionar no Largo do Seminário e outra em Marvila, para que as pessoas que viessem a cidade pudessem tomar um café ou comer qualquer coisa.

Santarém novamente.




O nosso Presidente Moita Flores continua a surpreender, nunca vi ninguém tão empenhado em dar vida a Santarém como este senhor.
As passagens de fim de ano em Santarém, já são conhecidas de muitos.
Nunca houve tanta animação desde a época da Feira do Ribatejo, muitas pessoas tem ganho o seu dinheirinho, através das enchentes trazidas pelos espectáculos, mas são poucos os comerciantes que aproveitam estas oportunidades.
Há muitos que só falam mal, mas não fazem nada para melhorarem, deve ser por não precisarem, já devem ter os cofres cheios, e o trabalho para eles deve ser tipo teatro.
Infelizmente a guerra da política é uma verdadeira merda: Ninguém consegue fazer nada pela cidade, se ganha um partido, o outro lixa, se ganha o partido mais popular, não fazem nada pela cidade, porquê não tem a maioria, se tem a maioria, também não fazem nada, se alguém de fora vem fazer alguma coisa pela nossa cidade, tem a vida dificultada por outros partidos, e Santarém e os seus habitantes ficam a ver o comboio passar sem nada mudar, os dinheiros desaparecem e o nosso tão querido centro histórico continua a degradar.
Pelo menos podemos dizer que este Presidente está a tentar mudar mentalidades retrógradas e criar uma Santarém mais moderna e competitiva, só os cegos é que não querem ver. Devíamos ser todos unidos por Santarém, e não por partidos que muitas vezes só defendem os interesses de alguns.